Adesão da Anfavea ao Pró-álcool completa 40 anos, com quase 40 milhões de veículos que usam etanol vendidos no Brasil
19/09/2019
São Paulo, 19 de setembro de 2019 – Há exatos 40 anos era assinado um documento que mudaria para sempre a frota brasileira de veículos. Naquela quarta-feira de setembro de 1979, representantes da Anfavea, então presidida por Mário Bernardo Garnero, entregaram ao Presidente da República João Batista Figueiredo o protocolo de plena adesão ao Programa Nacional do Álcool (Pró-álcool), assinado por todas as suas 25 associadas.
Na época ainda havia muita desconfiança se os motores a álcool etílico hidratado vingariam no mercado brasileiro.
Mas as duas crises do petróleo dos anos 1970 criaram as condições para o surgimento de uma nova solução de combustível para motores a combustão, usando como fonte um vegetal amplamente cultivado no Brasil, a cana-de- açúcar. Isso levou o governo federal a criar em novembro de 1975 o Pró-álcool, ambicioso plano de política industrial envolvendo esforços conjuntos do Estado e da iniciativa privada. Quatro décadas depois, os números comprovam que o Pró-álcool foi um sucesso.
De lá para cá, 39,8 milhões de veículos foram vendidos no Brasil com motores capazes de utilizar etanol. Desses, pouco mais de 5 milhões são abastecidos exclusivamente com o combustível de origem vegetal. Quase 35 milhões do total já usam a tecnologia flex, surgida em 2003, que possibilita o uso de etanol ou gasolina em qualquer proporção.
“O motor a etanol é um marco na história da nossa engenharia automotiva. Uma solução inovadora que colocou a frota brasileira no topo do ranking de sustentabilidade entre os carros com motor a combustão.
Além disso, com o posterior advento dos motores flex, o consumidor ganhou a possibilidade de usar etanol ou gasolina de acordo com sua conveniência, em outro movimento histórico da engenharia brasileira”, afirmou o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes. A produção de veículos a etanol ou flex no Brasil atingiu neste mês a marca de 38,3 milhões de unidades, parte delas exportadas para países da América do Sul.
A força dos motores flex no mercado brasileiro tornou-se tão grande que muitos modelos que o Brasil importa da Argentina e do México são produzidos com essa tecnologia. Cerca de 3,1 milhões de carros com capacidade de uso de etanol foram importados destes dois países nos últimos anos.
O pico de vendas de carros com motor exclusivamente a etanol deu-se em 1986, com 621,7 mil unidades. Em 2012 foi batido o recorde de licenciamento de carros flex, com 2,83 milhões de unidades. Hoje, apenas automóveis e comerciais leves usam etanol, mas nos anos 1980 chegaram a ser produzidos 10.782 caminhões e 25 ônibus que utilizavam apenas o combustível vegetal.
A grande vantagem do etanol é emitir menos poluentes na comparação com a gasolina, sem falar na sustentabilidade representada por uma fonte natural e renovável, cujo plantio neutraliza com folga as emissões da frota que usa esse combustível.
Foto: https://www.dropbox.com/s/wgxrjhedbkik33q/PROALCOOL.jpeg?dl=0
Anfavea
Diretoria de Comunicação e de Assuntos Institucionais
Tel: 11 2193-7800
imprensa@anfavea.com.br