emissões - nota da anfavea

São Paulo, 17/09/09 – A Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, a respeito da instituição  pelo Ministério do Meio Ambiente do Indicador de CO2 e da Nota Verde, esclarece:

 

Veículos flex fuel – O veículo flex fortaleceu o combustível etanol no Brasil e consolidou uma extensa cadeia produtiva, desde a agroindústria à fabricação de veículos e aos serviços.  Já foram fabricados e comercializados mais de 8 milhões de veículos flex, o que mostra o êxito que o produto tem junto ao consumidor, desde o seu lançamento, em 2003. Os motores flex, em constante evolução, foram concebidos e desenvolvidos a partir de motores originariamente a álcool. Os flex são uma evolução dos motores a etanol. Os limites de emissões para gasolina e etanol estabelecidos são os mesmos.  O carbono emitido pelo etanol é recuperado pela lavoura da cana-de-açúcar, resultando num processo de ciclo zero do carbono.  Tal não ocorre com o combustível gasolina.  Sua origem fóssil apenas libera carbono, que não é retomado pela fonte emissora.

 

Dados de Emissões – A entidade apóia conceitualmente a divulgação de dados relativos a emissões de veículos, como forma de dar à sociedade transparência de informações dentro de uma visão de sustentabilidade.

 

A elaboração de escala para classificação de  níveis de emissões, contudo, merece maiores análises técnicas no que se refere a critérios e ponderações utilizados, tendo em vista maior clareza e a exata realidade dos resultados.

 

A adoção, como critério, dos níveis de emissão obtidos a partir do controle de produção na fábrica – tomando-se como base os veículos zero quilômetro produzidos – leva a distorções quanto à fidelidade dos resultados de classificação.

 

Entre as distorções causadas pelo critério de utilização de dados de emissões do veículo em linha de  produção, podem ser indicadas as seguintes:

 

* O veículo ainda não foi amaciado, o que gera alta dispersão dos resultados; a média de emissão, em conseqüência, é mais alta, quando comparada ao veículo homologado e em campo;

* Quando se trata de “família” de veículos, o fabricante pode fazer a medição na produção com base no veículo de maior tamanho. Dessa forma, assumir esse resultado para outro veículo menor da mesma família distorce o resultado obtido.

 

A Anfavea pondera ainda que o critério utilizado pelo MMA e IBAMA, de apresentar veículos produzidos em 2008, também pode colaborar para a distorção dos resultados, quando se sabe que em janeiro de 2009 entrou em vigor, para veículos leves do ciclo Otto (gasolina e álcool), nova etapa do Proconve, mais rígida.

 

Em favor da transparência dos níveis de emissão, a partir da próxima semana a Anfavea disponibilizará em seu site (www.anfavea.com.br) os dados de homologação de emissões – representativos da realidade de utilização regular   dos veículos em comercialização.

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